12.11.09

conversa fiada

Concerta-se persianas, janelas guilhotinas, toldos e basculantes , diz a placa daquele homem sentado na calçada em frente ao Banco do Brasil da rua do Catete. Minha mana pensa que o cara não deve ter trabalho nunca, sempre está ali. Eu penso que se ele não muda de ponto é porque ali deve ter sempre trabalho pra ele. Porque não sai? Especulamos mais um monte de coisas em torno desse personagem. Nisso descobri que minha irmã também coleciona figuras do Largo do Machado. Falamos um monte sobre várias delas: o cara que faz estátua viva, o anão sem braço com vozeirão de Nelson Gonçalves, os índios Peruanos fantasiados com roupa de faroeste, o mendigo-pancado-travesti,os músicos, etc... 
Coisa boa é conversa inútil com quem a gente gosta.

8.11.09

Da noite


Ao redor a musica tocava frenética, as pessoas circulavam falando aos brados, eu tinha minha boca molhada de cerveja, ela tinha a boca geladinha de blood mary, a luz estava baixa sem estar escuro, havia garrafas vazias sobre a mesa e quem estava conosco tinha saído para dançar, pra fumar, pra beber, pra, pra, pra... Eu estava algo eufórico, ela estava radiante. Eu estava prêmio Nobel, ela estava um atentado a Bagdá. Cheguei perto sem sair do meu  lugar, ela empinou-se com minha proximidade e, sem mais, tasquei-lhe um beijo-bote. Segurei com meu seis braços em seus ombro-quadril-pescoço-bunda-rosto-e-coxas. Ela enredou-se em meus cabelos, entregou-se aos meus apertos, me espremeu com seus tentáculos. Nos beijamos esfomeados um do outro, por uns oito minutos ininterruptos.  Um beijo como um beijo deve ser.

blá

Engraçado isso: faz que sim, sorri, faz que não, banca a espontânea: tudo farsa! Não acho estranho. Não me surpreendo com esse tipo de de gesto. Os conheço de outras datas. Sei dançar a música que está tocando. A desfaçatez é engraçada. Não. Não estive indiferente com a sua presença. Não sou indiferente nem com um trocador de ônibus, se eu o visse duas vezes. Não fiquei  indiferente a você. Mas preferi percebê-la apenas com o recanto dos olhos. Nunca fomos amigos, bancar o simpático não daria pra mim.  Pura falta de motivo. Engraçado, ouvi diversas vezes a frase: Estás com ela? Por quê? Ela só se interessa por esquisitos! Ouvi  isso de diferentes modos, vindo das bocas mais distintas. No lugar de idiotas, já ouvi: imbecis, pela-sacos,  boçais, burros  e estranhos. Sempre me dissertam isso com quem faz exceção a regra ao se referir a mim, e hoje eu tive certeza de que fui o estrangeira da lista. Por mim tudo bem...  Não é de hoje que penso que você se desperdiça. Te vendo assim, voltando a te olhar, percebi o que já sabia, há em você uma tristeza subterrânea, uma magoa encarcerada em ra-rás, um desnorteamento despercebido. E te vendo assim, tão qualquer nota, tive a certeza de do meu egano. Que tive um resquício infantil aflorado, uma mentira que se conta para si, que se esquece de que deveria ser desfeita. E vendo tudo isso, achei ótimo que o tempo tenha passado e que tenha nos jogado para qualquer canto longe um do outro.  Por agora, fica evidente que minha capacidade de ficcionista foi maior que o nosso esbarrão. Enfim, que o que houve, não foi imprescindível e, portanto, teria sido mais sábio tê-lo evitado. Mas a sabedoria é um fruto do tempo. Só agora me vem.  Bom vê-la num dia como hoje. Um pouco triste em testemunhar um equívoco retroativo, mas  contente em saber que a cegueira, por ora, me erra. 

27.10.09

disso de dormir com alguém


Isso de ficar pelado, por muito tempo com uma mulher, de dormir engalfinhado. Sabe isso de apertar, de pegar o braço de punhado, de por a palma no peito e espremê-lo de mão cheia; ou por o dedo no bico e buli-lo, de por duro o mamilo. Na nuca aquele cheiro de coisa toda: de sabonete, suor, laquê, cigarro, perfume, saliva, hidratante, xampú. E você lá, ali. Dorme-se pelos olhos, acorda-se pelo nariz, que funga tudo que pode e volta a dormir. Dorme-se acorda um milhão de vezes por minuto.Ah é!  O nome dessa languidez é lascívia!! Uma plavra que encaracola a lingua como traços art-noveau que vão sem anunciar quando chegaram porque não param de fazer curvas em torno de si... Dorme-se num pensamnto sem eira... Acorda-se pelo pau que serpenteia quando percebe uma branca bunda boa! Logo se espicha. Se encaixa na curva como um gancho. Aí já era! Começa o espreme-amarrota e aquele silêncio arfante.  E agora o gudunha-esfrega. As bucetas encaracoladas não lanham a glande cabeça. E roça-desliza. E vai-se e finca-se.  Todos os angulos e recantos num intinerário mínimo. A graça toda é essa: percorrer muitas vezes um caminho repetitivo.  Já não é uma foda, é uma firúla, uma folia, uma farra fúriosa; até que chega o derradeiro espasmo lambuzado, desmantelado e manso. Dito pelo não-dito. Tudo alí, debatido, entendido. Poucas coisa são mais eloqüentes do que uma trepada silenciosa.


12.10.09

vivendo e aprendendo a jogar


Tamo aí no mundo, ganhando e gastando, perdendo e cedendo,  fudendo e gozando, e enquanto isso, tomando na cabeça com maior ou menor intensidade . Tem uma arte que é tomar na cabeça e saber que isso passa. Quando moleque tomava muita porrada na cabeça. Porrada pra pertencer ao grupo dos grandes. Mas depois que entrava no grupo ganhava um destaque rápido. Tomar na cabeça é parte do acordo. Por isso hoje não finco tanta banca de forte frente às roubadas do dia-a-dia. Nunca fui forte. Nunca convenci ninguém a parar de me bater, dando porrada. Meu talento sempre foi a insistência. Hoje em dia já aprendi a apanhar. Estou a um pé da estafa, mal dormido, malhadíssimo. Mas sem um aí pra piar.  Lidando com os limites do corpo. Uma noite de dança, fumaça e bebedeira, outra de trampo de macho estivador, meio dia sou o intelectual da arte, na madruga bebo wisk numa boate de strip, uma manhã na sala dos professores, um fim de tarde ouvindo aplausos. E agora chazinho de limão e camomila. Vivendo as alegrias sem menosprezar as tristezas e o cansaço os dois se completam!Estou esperando ganhar peso desse lado da gangorra!

30.9.09

essacoisatoda


É assim assim. sem muito isso nem esse sem muito aquilo. sem tenção e também sem brilho. de tanto escrever sem espaço pro escritor diário. trampo função labuta em três turnos de trabalho. todo dia o dia todo tomado. sim rola mas deixa cansado. mantendo contudo o senso de diversão ... mas o que vale o que coça o que frita o que morde o que arde o que fode é descobrir qual seja a próxima obsessão!

29.9.09

*/*

Uma pequena fila de bucetas pra comer, cada qual com sua graça:
Uma de bela bunda que gosta de dar o rabo, uma balzaca num bom ponto, uma ninfeta, uma rechonchuda altamente disponível e sensual, uma magrela gostosa com bunda e peito.
Mas quem para no Mc’Donalds tendo saído de uma churrascaria?

19.9.09

{(')}


Esse negócio de buceta com certo formato, isso de gemido em dado timbre, aquilo de cheiro de pele e formato dos pelos. É isso é só disso que se trata. Meu grande amigo está certo quando diz que quem nega esse meio mundo de coisas não sacou nada e não sabe o que é uma mulher. As regras são claras!E sempre há pela- sacos que negam e dizem que depilações devem ser assim assim; mulher deve ter isso e isso. Até pêlo de xota vira padrão da moda. Moda é uma das coisas que tem menos haver com a ternura de uma boa trepada arfante, deliciosamente suja, melada e suarenta.
Pau no cú dos estetas!

7.9.09

na estrada : Nova Friburgo

Acabo de vir de lá e estou com a sensação abestalhada de que foi o que tinha que ser. E que isso foi bom. A estrada uma coisa bonita, cheia de curvas e florestas, não mais bonita porquer nublada, mas com um detalhe fabuloso: é abarrotada de out-doors anunciando lingeries! Deliciosas mulheres de todos os formatos e sabores vestindo sumárias lingeries em poses excitante. Nós na van, em noss ansiedade de viajantes esperávamos ser recepcionados por todas aquelas beldades de calcinha e sutien sofisticados. Eram tantos anuncios sensuais na estrada, na entrada da cidade  que nós  duvidávamos que durante o perímetro urbano as mulheres andassem vestidas! Mas pra decepção geral andavam!E para piorar não esbarramos com nenhuma nem parecidas com as beldades das placas, só mulheres mais ou menos embagulhadas levando seus meninos pro teatrinho. Ok! Era pra isso que estávamos lá , todas as orgias eram apenas variações de nossas parcas habilidadess de ficcionistas. Sabiamos que Friburgo era apenas um point pra meninada que iria assistir o "Chiquinho". Bem, o teatro era uma delícia, bem aparelhado e tal. Descarregamento do cenário, montagem , almoço em tempo recorde. Casa cheia, ator empolgado, público  hesultante! Música inicial e entra esbaforida a cordenadora do teatro: espera aí que acaba de chegar um ônibus de escola! Caramba essa era a deixa pro ator entrar. Tábata! Dá a luz da platéia, o ator vai ver e vai parar. Não parou! Acende aqui a cabine. Mando inúmeras mensagens gestuais que o ator vê e faz cara de que estou usando o idioma Javanêz . O lance é botar o povo pra dentro com a peça já iniciada mesmo, icentivar o silêncio e a agilidade da galera. E assim foi.  Fora  esse detalhe com ares de anedota o  espetáculo foi um mimo! Foi pra sessões como essa que trabalhamos durante todo esse tempo. Riso de criança move uma hidrelétrica de grande porte. Os meninos riram em todas as horas que deveriam. Resultado: a melhor sessão da temporada! Vamos ver o que nos segue!

5.9.09

Ela tinha isso de trepar em lençóis de algodão. Lençóis brancos de 24 fios de pura fibra de algodão e ela abriria as pernas. Abria candidamente mas sem pudores suas brancas coxas grossas. Sua carne era rígida mas ela não tinha músculos duros. Era morna e suave. Era quase uma pintura aquela bunda delicadamente branca amarrotando a malha do pano. As dobras de suas pernas cheiravam ao mais suave cheiro de mulher que eu já senti. Um perfume misto de bons cremes, perfumes e sabonetes que cobriram seu corpo durante toda sua vida. Se fosse uma puta eu estaria falido. Felizmente não era. Era um fêmea que tinha me escolhido para sue macho no verão daquele ano.