6.11.11

a arte do onanismo

Sentei arreganhado no vaso, calça no tornozelo, pau em punho, convicto de socar aquela punheta. Um tezão que já tinha espetado os pelos do saco umas três vezes. Agora o pau tá uma tora. Já tinha ameaçado de tocar uma ali na sala e acabei desistindo quando deu sede. Fui beber água. Ao lavar o copo achei melhor dar fim aquela louça suja, nisso esqueci que tesão tinha me pego. Desisti da punheta e comecei a fazer as outras coisas, folhear um livro,  responder email até que uma mensagem cheia de pornografia da fina me lembrou de cús, bundas e bucetas de outrora. Agora essa bronha sai. Tô no vaso de novo e o pau tá todo ele. É quando vejo a camisa do botafogo que deixei no chão depois do banho. Que dó! Gosto tanto dessa camisa que ... Todo botafoguense é meio nostálgico, um tanto romântico. Acho que as listras pretas e brancas dão muita distinção para quem as veste. Essa coisa monocromática empresta ao botafoguense um ar de pierrô, assim como o sofrimento da espera das vitória que não vem. Tem também o escudo: a estrela solitária, que brilha sozinha mas para ninguém.Bonito. Triste... Merda! Punheta de pau mole é derrota. Desisto, visto as calças, lavo as mãos e concluo: 
Até pra se masturbar é preciso certa concentração!

1 comentários:

Bruno disse...

Reparo que a punheta tem sido assunto recorrente... haha
Como um velho sábio-cabelo-de-galo postou em meu blog há um tempo atrás "Isso é falta de beijo na boca..."

ABRACETAS RECHONCHUDAS!