Sentei arreganhado no vaso, calça no tornozelo, pau em punho, convicto de socar aquela punheta. Um tezão que já tinha espetado os pelos do saco umas três vezes. Agora o pau tá uma tora. Já tinha ameaçado de tocar uma ali na sala e acabei desistindo quando deu sede. Fui beber água. Ao lavar o copo achei melhor dar fim aquela louça suja, nisso esqueci que tesão tinha me pego. Desisti da punheta e comecei a fazer as outras coisas, folhear um livro, responder email até que uma mensagem cheia de pornografia da fina me lembrou de cús, bundas e bucetas de outrora. Agora essa bronha sai. Tô no vaso de novo e o pau tá todo ele. É quando vejo a camisa do botafogo que deixei no chão depois do banho. Que dó! Gosto tanto dessa camisa que ... Todo botafoguense é meio nostálgico, um tanto romântico. Acho que as listras pretas e brancas dão muita distinção para quem as veste. Essa coisa monocromática empresta ao botafoguense um ar de pierrô, assim como o sofrimento da espera das vitória que não vem. Tem também o escudo: a estrela solitária, que brilha sozinha mas para ninguém.Bonito. Triste... Merda! Punheta de pau mole é derrota. Desisto, visto as calças, lavo as mãos e concluo:
Até pra se masturbar é preciso certa concentração!


1 comentários:
Reparo que a punheta tem sido assunto recorrente... haha
Como um velho sábio-cabelo-de-galo postou em meu blog há um tempo atrás "Isso é falta de beijo na boca..."
ABRACETAS RECHONCHUDAS!
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